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As 5 tecnologias que vão mudar o mundo em 5 anos, segundo a IBM

Data:12/04/2018

A IBM anunciou seu conjunto de previsões “Next 5 in 5”, que elenca quais inovações científicas a empresa acredita que terão impacto significativo no mercado nos próximos cinco anos. Confira abaixo:

Poluição marítima – Para lidar com a poluição dos oceanos, a companhia prevê o uso de microrobôs com inteligência artificial que poderão, por exemplo, detectar a saúde dos plânctons. “Estaremos em um nível em que conseguiremos gerar esses robôs com baixo custo”, afirmou Ulisses Mello, diretor do laboratório de pesquisas da IBM Brasil.

Inteligência artificial – Tendência em diversos segmentos, a inteligência artificial já é uma realidade atualmente, inclusive na própria IBM, que têm o Watson, com diversas APIs em aplicativos de terceiros.

Por exemplo, o escritório Urbano Vitalino, do Recife (PE), usa a plataforma do Watson em sua assistente virtual, chamada Carol, para automatizar o preenchimento de dados de processos judiciais no sistema interno da firma. No entanto, a empresa diz que essa tecnologia precisa ser imparcial.

“A inteligência artificial precisa ser justa para ser usada na tomada de decisões nas empresas. É preciso avaliar com qual amostragem de dados ela foi criada”, disse Mello.

Em 2016, a Microsoft, rival da IBM, colocou uma inteligência artificial no Twitter e, alimentada pela base de usuários do microblogue, ela se tornou racista, xenófoba e machista em apenas 24 horas. Logo após o acontecimento, que disparou um alerta interno na empresa, o projeto foi tirado do ar.

Âncora criptografada – O blockchain é uma tecnologia estudada por diversos segmentos para evitar fraudes. Segundo a IBM, ele será usado contra falsificadores como uma forma de assegurar a autenticidade de um determinado produto.

De acordo com Mello, um exemplo seria o monitoramento do trajeto de uma fruta, do seu ponto de origem até o seu destino. “Como a cadeia do blockchain é imutável, seriam necessários muitos pontos de vulnerabilidade para alterar a transparência dele, por isso, as fraudes vão reduzir muito com isso”, afirmou o diretor.

Para que algo assim aconteça, é claro, as frutas ou qualquer outro objeto precisariam contar com sensores que enviam dados para a cadeia criptografada do blockchain.

Lattices – Hoje, a criptografia usada em diversos serviços online é baseada na troca de chaves públicas e privadas, com cada vez mais bits para aumentar a complexidade e o nível de segurança da codificação. Para a IBM, uma tendência é usar truques de álgebra linear para esconder essas chaves. Eles são chamados “lattices”.

“Isso também permite que você faça determinadas coisas, como, em vez de descriptografar a informação, você pode sempre mantê-la criptografada. Você só vai precisar do resultado do enigma matemático, não mais das chaves A e B”, de acordo com Mello. Um exemplo de uso seria em bancos. No momento de acessar o saldo da sua conta, você poderá ver a informação enquanto mantém as chaves seguras.

Computação quântica – Ainda hoje nas mãos dos pesquisadores, a computação quântica já terá impacto no mercado dentro de cinco anos, prevê a IBM.

Essas máquinas, que usam qubits em vez de bits, o que lhes permitem a representação de 0 e 1 simultaneamente em vez de um por vez, poderão ajudar na criação de novos materiais químicos. Essa nova fase da computação vai ajudar a simplificar a representação da natureza no ambiente digital.

Cada qubit pode ser usado para representar um átomo, e o processador quântico mais recente consegue processar 50 qubits, o que já lhe permite uma representação complexa de uma molécula. Com 100 qubits, problemas químicos podem ser resolvidos. A aplicação dessa tecnologia também vai ajudar bancos a fazer uma das atividades computacionais mais importantes para o segmento financeiro: a análise de risco.

Vale notar que muitas dessas tecnologias que podem impactar o mundo nos próximos cinco anos ainda devem levar algum tempo para chegarem a produtos voltados aos consumidores, apesar de que seus efeitos poderão ser sentidos por nós, de uma forma ou outra, nesse período.

*Por Lucas Agrela para Exame.com